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Edição 1 - 17 de Setembro de 2008 - Publicação Quinzenal
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Leonardo Boff
Qual é a felicidade possível

A felicidade é um dos bens mais ansiados pelo ser humano. Mas não pode ser comprada. Apesar disso, ao redor dela se criou uma indústria que vem sob o nome de auto-ajuda.

 
 
Dr. Jorge Jamili
Imunidade e Minerais

A suplementação mineral é imprescindível para o reforço imunológico. Segundo o médico Jorge Jamili, as algas marinhas contêm todos os minerais que precisamos, na proporção ideal. Descubra como utilizá-las.

>> Leia o texto completo
 
 
Consumo Consciente
Consumo Consciente

Muito se fala sobre responsabilidade social, mas seu poder de consumo também é decisivo para a preservação do planeta. Calcule sua pegada ecológica e confira se seus hábitos são sustentáveis.

 
 
 
Oficina:
Culinária Natural Imunofortalecedora
com Drª. Christina Izidoro


Christina Izidoro A nutricionista Thina Izidoro ensinará a preparar os alimentos imunofortalecedores, essenciais para man- ter a saúde.
Local: Asbantho
Sábado, 20 de Setembro - às 9h

R. João Afonso, 35 - Rio de Janeiro
Inf.: (21) 3238-5190 | 9989-9347


Outros eventos:
20/9: Pós em Agricultura Biodinâmica
23/9: 2º Fórum Int. Criança e Consumo
25/9: 2º Congresso Vegetariano Brasileiro

 
 
Loja  
 
Conheça mitos e verdades sobre a iluminação eficiente

Estudo feito pelo Conselho Americano para uma Economia Eficiente Energeticamente (ACEEE, na sigla em inglês) derruba quatro mitos acerca da iluminação econômica.
Tabaco tira mais anos de saúde das mulheres que dos homens

Médicos afirmam que mulheres fumantes podem desenvolver doenças do coração na mesma idade que os homens, eliminando a diferença natural entre os sexos.
Adaptação para um novo planeta

Nos próximos anos, as mudanças climáticas vão definir o rumo dos negócios e certas adaptações serão necessárias nas empresas para a consolidação de empreendimentos, administração de riscos e geração de oportunidades.
Transgênicos podem estar com os dias contados na Europa

Cresce entre a população européia o movimento contra os alimentos transgênicos. França, Hungria e Polônia, principais produtores europeus de cereais, proibiram nesta semana o cultivo de milho transgênico em seus territórios.
ONG lança campanha para ampliação da Homeopatia na rede do SUS

A ONG Homeopatia Ação pelo Semelhante (HAPS) está recolhendo assinaturas para a Campanha Nacional Homeopatia Direito de Todos, cujo objetivo é sugerir a ampliação da Homeopatia na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Leonardo Boff Qual é a felicidade possível

A felicidade é um dos bens mais ansiados pelo ser humano. Mas não pode ser comprada nem no mercado, nem bolsa, nem nos bancos. Apesar disso, ao redor dela se criou toda uma indústria que vem sob o nome de auto-ajuda. Com cacos de ciência e de psicologia, se procura oferecer uma fórmula infalível para alcançar "a vida que você sempre sonhou”. Confrontada, entretanto, com o curso irrefragável das coisas, ela se mostra insustentável e falaciosa. Curiosamente, a maioria dos que buscam a felicidade intui que não pode encontrá-la na ciência pura ou nalgum centro tecnológico. Vai a um pai ou mãe de santo ou a um centro espírita ou freqüenta um grupo carismático, consulta um guru ou lê o horóscopo ou estuda o I-Ching da felicidade. Tem consciência de que a produção da felicidade não está na razão analítica e calculatória, mas na razão sensível e na inteligência emocional e cordial. Isso porque a felicidade deve vir de dentro, do coração e da sensibilidade.

Para dizer logo, sem outras mediações, não se pode ir direto à felicidade. Quem o faz, é quase sempre infeliz. A felicidade resulta de algo anterior: da essência do ser humano e de um sentido de justa medida em tudo.

A essência do ser humano reside na capacidade de relações. Ele é um nó de relações, uma espécie de rizoma, cujas raízes apontam para todas as direções. Só se realiza quando ativa continuamente sua panrelacionalidade, com o universo, com a natureza, com a sociedade, com as pessoas, com o seu próprio coração e com Deus. Essa relação com o diferente lhe permite a troca, o enriquecimento e a transformação. Deste jogo de relações, nasce a felicidade ou a infelicidade na proporção da qualidade destes relacionamentos. Fora da relação, não há felicidade possível.

Mas isso não basta. Importa viver um sentido profundo de justa medida no quadro da concreta condição humana. Esta é feita de realizações e de frustrações, de violência e de carinho, de monotonia do cotidiano e de emergências surpreendentes, de saúde, de doença e, por fim, de morte.

Ser feliz é encontrar a justa medida em relação a estas polarizações. Daí nasce um equilíbrio criativo: sem ser pessimista demais porque vê as sombras, nem otimista demais porque percebe as luzes. Ser concretamente realista, assumindo criativamente a incompletude da vida humana, tentando, dia a dia, escrever direito por linhas tortas.

A felicidade depende desta atitude, especialmente quando nos confrontamos com os limites incontornáveis, como, por exemplo, as frustrações e a morte. De nada adianta ser revoltado ou resignado, Mas tudo muda se formos criativos: fazer dos limites fontes de energia e de crescimento. É o que chamamos de resiliência: a arte de tirar vantagens das dificuldades e dos fracassos.

Aqui tem seu lugar um sentido espiritual da vida, sem o qual a felicidade não se sustenta a médio e a longo prazo. Então aparece que a morte não é inimiga da vida, mas um salto rumo a uma outra ordem mais alta. Se nos sentimos na palma das mãos de Deus, serenamos. Morrer é mergulhar na Fonte. Desta forma, como diz Pedro Demo, um pensador que no Brasil melhor estudou a "Dialética da Felicidade” (em três volumes, pela Vozes): ”Se não dá para trazer o céu para terra, pelo menos podemos aproximar o céu da terra”. Eis a singela e possível felicidade que podemos penosamente conquistar como filhos e filhas de Adão e Eva decaídos.


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Dr. Jorge Jamili Imunidade e Suplementação Mineral

Para ter uma boa saúde, é fundamental fortalecer o sistema imunológico. Entre os fundamentos básicos de reforço, como atividade física, equilíbrio nutricional e controle do estresse, há um muito importante, mas nem sempre considerado: a suplementação mineral.

Segundo o médico especialista em Medicina Preventiva Familiar, Ortomolecular, Anti-envelhecimento e Geriatria, Dr. Jorge P. Alves Jamili (foto), uma boa alimentação não basta: "Mesmo que nos alimentássemos com o mais absoluto rigor e de forma equilibrada, ainda assim precisaríamos de suplementação mineral. Sem isso, as vitaminas não são assimiladas, as enzimas não funcionam e o organismo inteiro não trabalha adequadamente", afirma.

Em função das grandes monoculturas agrícolas, o solo do planeta inteiro atualmente é pobre em minerais, que são lixiviados para o oceano. Com a nossa alimentação também empobrecida, não fornecemos ao organismo nem 25% dos minerais que precisamos. Por isso, é imprescindível fazer a suplementação, e a fonte está no mar.

No Brasil, há uma alga chamada Lithothamnium Calcareum, encontrada em abundância em todo o litoral, que incorpora em sua estrutura macro e micronutrientes da água do mar. Eles se complementam de forma harmoniosa e natural, na proporção idêntica ao corpo humano, facilitando assim sua assimilação. "A vida surgiu no mar. A água marinha possui todos os componentes na proporção adequada para manter a vida. Essa alga é, portanto, a forma de suplementação mineral vinda da fonte mais pura que existe. Os minerais presentes nela são melhores do que as receitas ortomoleculares que formulamos, pois já estão em equilíbrio, na proporção exata que a natureza criou”, explica Dr. Jamili.

O consumo da alga pode ser feito em forma de cápsulas. A Lithothamnium Calcareum é vendida em um frasco chamado Vitalidadade 50+, encontrado em farmácias e lojas de produtos naturais, com custo mais acessível que as fórmulas manipuladas. "Eu recomendo fortemente o uso dessa alga, pois não existe reforço imunológico sem minerais. Eles são mais importantes que carboidratos e vitaminas”, afirma o médico.


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Consumo Consciente Você é um consumidor consciente?

Muito se fala sobre responsabilidade social das empresas. Mas você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? Nossa caminhada pela Terra deixa rastros, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos: é a chamada "Pegada Ecológica”. Quanto mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra.

A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados estilos de vida. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.

Práticas que ajudam a diminuir a sua Pegada Ecológica
Adotar estilos de vida mais equilibrados e amigáveis com o meio ambiente é fundamental para o planeta. Há muitas coisas que você pode fazer no seu dia a dia, basta ter disposição e prestar atenção no caminho. O planeta e a vida agradecem!

Alimentação
Evite alto consumo diário de carne animal, produtos industrializados e fast food. Assim, além de uma dieta mais saudável, você irá evitar a produção de muitas embalagens, que logo viram lixo.

Hábitos
Todos os nossos hábitos de moradia, alimentação, consumo, locomoção têm relação direta com a utilização dos recursos naturais, assim como nossas opções de lazer.

Consumo
O excesso de hábitos consumistas é um dos fatores que mais contribui para o esgotamento das reservas naturais do planeta. Evite substituir aparelhos de alta tecnologia sem necessidade e reduza o consumo de descartáveis.

Moradia
Procure identificar vazamentos em sua casa ou no seu bairro, evite o uso da mangueira para limpar calçadas ou lavar o carro e junte roupas para lavar e passar.

Transporte
O aquecimento global é causado, em grande parte, pelos gases da combustão dos motores dos automóveis. Por isso, um transporte sustentável tem de levar o máximo de carga gastando o mínimo de combustível.

O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da natureza. Dividimos o espaço com outros seres vivos e precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Faça a sua parte, pois a transformação começa dentro de nós.

>> Confira outras dicas de como você pode ajudar o meio ambiente.

>> Calcule a sua pegada ecológica.

(Adaptado de www.wwf.org.br)

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Iluminação Eficiente Mitos e verdades da iluminação eficiente

Em termos de iluminação, são quatro os principais mitos identificados por um estudo feito pelo Conselho Americano para uma Economia Eficiente Energeticamente (ACEEE, na sigla em inglês), que apresentou também a recomendação verdadeira para cada um.

Segundo o estudo, um dos mitos é de que não se deve apagar as luzes por um curto período de tempo, e isto certamente contraria o senso comum. Acender e apagar com freqüência as lâmpadas têm baixo impacto em sua vida útil e ajuda, sim, a economizar energia. A recomendação é apagar as luzes mesmo quando for deixar o cômodo apenas por alguns minutos.

Há também um mito que diz respeito ao funcionamento das lâmpadas fluorescentes compactas (LFCs) atuais, que funcionariam tão bem quando as incandescentes e que seriam igualmente seguras. A verdade é que as lâmpadas fluorescentes compactas (ou lâmpadas econômicas, como ficaram conhecidas depois do apagão) têm seguido um longo caminho em termos de qualidade e variedade e os modelos atuais consomem somente uma fração da energia que é consumida pelas lâmpadas incandescentes. A recomendação, para os EUA, é procurar pelo selo Energy Star que, no Brasil, é equivalente ao Selo de Qualidade do Procel/Inmetro), certificador da alta qualidade das lâmpadas.

O estudo americano também apontou que, de acordo com especialistas, embora não desejá- vel, mesmo se uma lâmpada fluorescente compacta quebrar dentro de casa, a quantidade de mercúrio nela não é suficiente para oferecer danos à saúde.

"É importante que o cidadão comum diferencie o que é verdade e o que não é, se conscientize cada vez mais sobre o que é eficiência energética e como cada um pode contribuir para a redução dos efeitos do aquecimento global”, diz o presidente da Associação Brasileira de Im- portadores de Produtos de Iluminação (ABilumi), Alexandre Cricci. Para ele, a substituição paulatina das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes eletrônicas, algo já praticado em quase todo o mundo, é um caminho sem volta.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=40444

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Tabaco Tabaco tira mais anos de saúde das mulheres que dos homens

Mulheres que fumam podem desenvolver doenças do coração na mesma idade que homens fumantes, eliminando a diferença natural entre os sexos, afirmaram médicos nesta terça-feira.

Em uma pesquisa apresentada durante o congresso da Sociedade Européia de Cardiologia, pesquisadores noruegueses disseram que mulheres que fumam têm ataques cardíacos cerca de 14 anos antes das que não fumam. Para homens, a diferença fica em cerca de seis anos.

"Essa não é uma diferença pequena", disse Silvia Priori, cardiologista do Instituto Científico de Pavia, na Itália. "As mulheres precisam entender que estão perdendo muito mais que os ho- mens quando fumam", disse.

Morten Grundtvig e seus colegas do hospital Trust, na Noruega, analisaram dados de 1.784 pacientes internados no hospital com um primeiro ataque cardíaco. Eles descobriram que a idade desses homens caía de 72 para 64, quando eram fumantes. Já a das mulheres caiu de 81 a 66.

Após ajustarem os dados segundo outros fatores de risco para o coração, como pressão alta, colesterol e diabete, os pesquisadores determinaram que a diferença para as mulheres era de 14 anos e para os homens, de seis.

Médicos suspeitam, há tempos, que hormônios femininos protegem mulheres contra problemas de coração. Acredita-se que o estrogênio aumente os níveis de bom colesterol, além de permitir que os vasos sanguíneos relaxem mais facilmente.

Grundtvig disse que fumar pode fazer com que as mulheres passem pela menopausa mais cedo, deixando-as menos protegidas contra problemas cardíacos.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=40429

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Adaptação para um novo planeta Adaptação para um novo planeta

Nos próximos anos, as mudanças climáticas vão definir o rumo dos negócios e certas adaptações serão necessárias para a consolidação de empreendimentos, administração de riscos e geração de oportunidades. Esta é a principal conclusão a que chegou o relatório Adaptation – an issue brief for business (Adaptação, a síntese de uma questão para os negócios), do Conselho Empresarial Mundial pelo Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), grupo que reúne 200 corporações de todo o mundo comprometidas com o crescimento baseado na sustentabilidade. O estudo trata das conseqüências das mudanças climáticas para os negócios e da necessidade de repensar estratégias para evitar prejuízos e reduzir os danos ao meio ambiente.

De acordo com o estudo, graças aos impactos ambientais, alguns deles irreversíveis, a sobrevivência do mercado nos próximos anos dependerá da capacidade de adaptação de cada empresa. Uma das prioridades destacadas para o alcance desse novo patamar é a busca contínua por soluções sustentáveis e o desenvolvimento de novas tecnologias.

Para Marco Antônio Fujihara, consultor do Instituto Totum, a adequação ao contexto das mudanças climáticas representa uma necessidade básica para os negócios. "A grande questão em pauta é que o Protocolo de Kioto transferiu a problemática da área ambiental para a área de mercado. Transformou a vulnerabilidade das mudanças climáticas numa questão mercadológica”, afirma.

Conforme o estudo, um plano de adaptação eficiente pode gerar vantagem competitiva e economia de custos para empresas inovadoras. Além disso, exigirá que as corporações passem a atuar em colaboração com organizações governamentais e não-governamentais para identificação e suporte de boas soluções.

Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=3470

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Transgênicos Transgênicos podem estar com os dias contados na Europa

As pressões da presidência da Comissão Européia não conseguiram dar um impulso aos transgênicos. Apesar do poder do órgão executivo do bloco, os países da União Européia vão gradualmente desistindo destes cultivos. Isto se deve em grande parte às dificuldades para convencer os agricultores europeus deste modelo impulsionado por grandes multinacionais da indústria agroalimentar, mas também pelos crescentes protestos da sociedade civil, que reclamam dos governos um papel ativo, segundo uma especialista entrevistada pela IPS.

Os organismos geneticamente modificados (OGM), comumente chamados de transgênicos, são variedades obtidas em laboratório, por meio da introdução de genes de outras espécies, animais ou vegetais, para melhorar propriedades ou dar resistência a fatores externos. Para a alteração genética, são utilizados vetores, como vírus ou bactérias. Na Espanha e em Portugal, dois redutos da produção de milho transgênico com as maiores áreas plantadas na União Européia, se começa a questionar os benefícios de plantar e colher essas variedades do cultivo originário da América, onde foi alimento básico de várias culturas aborígenes.

O milho demorou a entrar na Europa devido à sua presença nas zonas americanas dominadas pelos espanhóis, que durante a era católica da Santa Inquisição consideravam que não se devia comer alimentos dos indígenas porque estes não eram "filhos de Deus”. Muito usado hoje como ração para animais, o milho foi objeto de uma forte polêmica inclusive dentro da Comissão Européia. Por um lado, seu presidente, José Manuel Durão Barroso, defende um aumento significativo da produção de milho transgênico na UE, apesar da oposição do comissário europeu de Meio Ambiente, Stavros Dimas.

Em outubro de 2007, Dimas propôs, aos demais membros do Executivo do bloco de 27 países, proibir o cultivo das variedades transgênicas Bt-11 e 1507, devido a evidências científicas sobre seu impacto ambiental negativo. "Mas, o senso majoritário na Comissão é a favor dos OGMs, e a decisão final foi adiada duas vezes por falta de consenso”, explicou à IPS a bióloga portuguesa Margarida Silva, coordenadora nacional da Plataforma Transgênicos Fora, integrada por 12 organizações não-governamentais de Portugal das áreas de Meio Ambiente e Agricultura, associada ao seus congêneres do bloco.

Barroso tentou convencer Dimas a levantar sua objeção em abril deste ano, a tempo de pedir uma avaliação à Autoridade Européia de Segurança Alimentar, "com o propósito de retirar legitimidade da proposta do comissário”, disse a bióloga e catedrática universitária. "Não é muito o que os europeus podem fazer, mas a força dos números continua jogando a nosso favor, e com eles podemos fortalecer Dimas”, ressaltou. Esta especialista explicou que "na sociedade civil de toda a Europa, cresce o movimento contra os transgênicos, já proibidos em vários países”.

As políticas da União Européia nessa área se baseiam na Regulamentação 1829 sobre alimentos e rações geneticamente modificados, adotada em 2003, e na Diretriz 18 de 2001, sobre liberação deliberada de transgênicos no meio ambiente. De acordo com essa norma, o cultivo e consumo de OGM só pode ser autorizado após uma "rigorosa avaliação de seus riscos”. O estudo de riscos para a saúde humana e animal é responsabilidade da Autoridade Européia de Segurança Alimentar. Mas, a autorização dos OGM depende em última instância dos países do bloco.

No centro da polêmica está o milho, um dos quatro alimentos básicos da humanidade, junto com o arroz, o trigo e a batata, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), e que tem produção de 677 milhões de toneladas por ano, destinada em sua maior parte à alimentação animal. Do total da produção global, o continente americano responde por 58%, boa parte cabendo aos Estados Unidos, berço dos OGM. Este país é o primeiro produtor, com quase a metade do volume mundial. Suas plantações consomem grandes quantidades de fertilizantes e herbicidas e incorporam variedades híbridas e transgênicas.

Os críticos como Margarida Silva lembram que já foi provado que a abundante quantidade de herbicidas usados em plantações transgênicas contamina os solos, e a diversidade de espécies também está em risco. Os críticos também dizem que os grãos geneticamente modificados desenvolvem imunidade, exigindo doses mais fortes de agroquímicos, prejudicando o meio ambiente e levando a uma uniformização das sementes, que terão cada vez mais as mesmas características. Também rebatem o argumento de que as plantações transgênicas, por sua grande produtividade, poderiam colaborar para elevar a produção de comida e acabar com a fome no mundo. "O interesse não é esse, mas os grandes agronegócios de exportação, atualmente voltados à indústria transgênica”, disse a especialista.

Os defensores da opção transgênica garantem que não há outra saída diante da duplicação da população mundial nos próximos 40 anos, que obrigará a aumentar a produção alimentar em cerca de 250%. Na Península Ibérica, existe um grande movimento unificado para conseguir uma moratória no cultivo de transgênicos, seguindo a decisão adotada em março pela França apelando à chamada "cláusula de salvaguarda”, que permite aos membros da União Européia passar por cima da direção comunitária.

Margarida Silva recorda que Paris baseou sua decisão "em um conjunto de 25 estudos científicos que apontam para a existência de riscos para o ambiente, a agricultura e a saúde humana quando é usada a variedade de milho geneticamente modificada”. Em Portugal, a especialista deu como exemplo a região de Alentejo, que compreende um terço dos 92 mil quilômetros quadrados do território nacional, onde "metade das propriedades abandonaram o cultivo de transgênico”. Os agricultores preferem "tecnologias práticas mais eficazes, que apresentem menos riscos para o ambiente, a saúde humana e para a própria economia”, afirmou.

Embora, "contrariando a lei, o Ministério da Agricultura insista em não divulgar dados, o quadro português aponta para um ciclo de experimentação e posterior abandono dos cultivos transgênicos por uma quantidade significativa de produtores”, afirmou Margarida Silva. Essa tendência "é conseqüência de um estudo da UE recentemente divulgado, em que de três regiões estudadas, o cultivo de milho transgênico não propiciava nenhuma vantagem econômica aos produtores de duas delas”, acrescentou.

A bióloga recordou que o experimento dos transgênicos na Península Ibérica esteve, desde 2005, a cargo principalmente da Pioneer Hi-Bred International, a companhia de sementes do grupo norte-americano DuPont, e da empresa suíça Syngenta, "firmas com amplo histórico de contaminação da agricultura européia”. Além de Portugal, os experimentos destas multinacionais "já afetaram agricultores na Alemanha, Áustria, Croácia, Eslovênia, Espanha e Itália”, ressaltou Margarida Silva.

Quando França, Hungria e Polônia, principais produtores europeus de cereais, proíbem o cultivo de milho transgênico em seus territórios e a Alemanha está no caminho de fazer o mesmo, os países ibéricos deveriam seguir o mesmo rumo, recomendou a especialista. Ela fustigou a autorização por três anos dada pelo governo português às duas multinacionais que se associaram para experimentos nas comarcas de Monforte e Rio Maior, no centro do país, e em Ponte da Barca, no extremo norte.

A luz verde para Syngenta e Pioneer "não tem sentido econômico, é imoral e põe em risco toda a imagem verde e natural dessas áreas municipais e suas respectivas potencialidades turísticas, com uma aprovação cujo objetivo é aplicar mais herbicidas em um país que já sofre o excesso de consumo de agroquímicos”, disse Margarida Silva.

Fonte: http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=51430&edt=33

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Homeopatia Campanha pela Homeopatia na rede do SUS

A ONG Homeopatia Ação pelo Semelhante (HAPS) está recolhendo assinaturas para a Campanha Nacional Homeopatia Direito de Todos, cujo objetivo é sugerir ao Governo Federal a ampliação da Homeopatia no Sistema Único de Saúde (SUS).

A meta da entidade é chegar a um milhão de assinaturas e, para isso, precisa do apoio de voluntários. Interessados devem enviar mensagem para semelhante@semelhante.org.br ou buscar mais informações no site www.semelhante.org.br.

>> Preencha o abaixo-assinado eletrônico.

Fonte: http://www.rits.org.br/frames/index_frames.cfm?palavra=

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Projeto Vibração Positiva Oficina de Culinária Natural Oficina

Culinária Natural Imunofortalecedora
Aprenda a preparar alimentos nutritivos e saborosos

Com Drª. Christina Izidoro

Restam poucas vagas para a próxima oficina de Culinária Natural Imunofortalecedora do Projeto Vibração Positiva. Esta é uma excelente oportunidade de aprender a preparar alimentos naturais muito saborosos e nutritivos. Drª. Thina abordará a importância e o preparo de alimentos imunofortalecedores, fundamentais para manter a saúde em equilíbrio.

Cristhina Izidoro é nutricionista, professora de Dietética Chinesa e proprietária do Restaurante Vegan Vegan, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.


Data: Sábado, 20 de Setembro
Horário: 9h
Local: Asbantho
R. João Afonso, 35 - Humaitá - Rio de Janeiro (RJ)

Informações: (21) 3238-5190 | 9989-9347


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Instituto Elo Pós-graduação latu-sensu

Agricultura Biológico-Dinâmica
Uma resposta aos desafios profissionais da atualidade

Especialização profissional e acadêmica

O curso, promovido pelo Instituo Elo em parceria com a Universidade de Uberaba e a Associação de Agricultura Biodinâmica, é reconhecido pelo MEC e oferece capacitação como consultor, inspetor, agricultor, empresário ou professor universitário especializado em Agricultura Biológico-Dinâmica e Orgânica.



Início: 20 de Setembro

Local: Instituto Elo - Botucatu (SP). Caixa postal: 321 - CEP: 18.603-970
Informações: (14) 3815 1739 | www.elo.org.br | cursos@elo.org.br


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II Fórum Int. Criança e Consumo Reflexões sobre Consumismo e Infância

II Fórum Internacional Criança e Consumo
Impacto da Mídia no Consumismo Infantil

Os impactos da sociedade de consumo nos recursos naturais do planeta vêm sendo amplamente discutidos por conta das mudanças climáticas. Mas as conseqüências de um consumo desenfreado vão muito além – e as crianças são particularmente afetadas. Com o objetivo de refletir sobre o panorama atual da comunicação mercadológica direcionada a crianças e adolescentes, o Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, promove o 2º Fórum Internacional Criança e Consumo, de 23 a 25 de setembro, em São Paulo.



Data: de 23 a 25 de setembro de 2008
Horário: 18h30
Local: Itaú Cultural - Av. Paulista, 149 - São Paulo (SP)
Informações: www.forumcec.org.br

As inscrições para o Fórum são gratuitas, mas as vagas, limitadas a 800 participantes.



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II Congresso Vegetariano Brasileiro Ética na Alimentação

2º Congresso Vegetariano Brasileiro
Vegetarianismo ainda que tardio - ou antes que seja tarde

De 25 a 28 de setembro de 2008, a Sociedade Vegetariana Brasileira realizará o 2º Congresso Vegetariano Brasileiro no Campus do UNI-BH. O evento promoverá conferências, oficinas e seminários sobre o tema. Haverá demonstrações culinárias, feira de produtos sem origem animal, refeições veganas, exibição de vídeos, exposição de trabalhos científicos e de moda ética e ecológica.



Data: de 25 a 28 de setembro de 2008
Horário: 9h às 19h
Local: UNI-BH - Rua Diamantina, 567 - Lagoinha - Belo Horizonte (MG)
Informações: (31) 3488 1544 | www.svb.org.br



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Suco de uva orgânico Suco de Uva Orgânico

Produzido pela família Chilanti, na Serra Gaúcha, adepta da agroecologia, este suco de uva orgânico é indicado por seu alto valor medicinal, rico em substâncias imunonutritivas, uma verdadeira panacéia de efeitos terapêuticos junto ao organismo e psiquismo humano. As uvas orgânicas possuem uma quantidade enorme de flavanóides, poderosos antioxidantes.

O suco de uva orgânico, geralmente caro e de difícil acesso, está agora ao seu alcance por um valor menor do que o praticado pelo mercado, graças a um convênio estabelecido entre a ONG Essência Vital e a família Chilanti.

Confira a tabela de preços:

1 litro: R$ 8,00 para soropositivos sócios da Essência Vital.
Caixa com 12 litros: R$ 96,00

1 litro: R$ 8,50 para sócios que não são soropositivos.
Caixa com 12 litros: R$ 102,00

1 litro: R$ 9,00 para soropositivos que não são sócios.
Caixa com 12 litros: R$ 108,00

1 litro: R$ 10,00 para pessoas não soropositivas, nem sócias.
Caixa com 12 litros: R$ 120,00
Para encomendar o suco de uva orgânico, ligue para (21) 3238-5190 ou 9899-9347.



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DVDs do Projeto Vibração Positiva DVDs do Projeto Vibração Positiva

Todos os encontros do Projeto Vibração Positiva são gravados em DVD. São dezenas de palestras sobre alimentação, saúde, terapias naturais e qualidade de vida, para que as valiosas informações compartilhadas pelos profissionais de saúde convidados possam chegar ao maior número possível de pessoas. Confira a resenha desta edição:

Aids e Agentes Estressores

Na primeira das quatro palestras do seminário realizado pelo Dr. Roberto Giraldo no Projeto Vibração Positiva, o médico infectologista propõe uma nova visão sobre a Aids. Segundo ele, a doença não seria causada pelo HIV, mas pela exposição do sistema imunológico a agentes estressores.

Segundo o grupo "Dissidentes da Aids", do qual Giraldo faz parte, formado por mais de três mil investigadores, incluindo prêmios Nobel, o HIV não é necessário nem suficiente para causar a Aids, e nem sempre antecede seu desenvolvimento. A Aids seria causada pela exposição a fatores chamados agentes estressores de natureza química, física, biológica, mental e nutricional, responsáveis pela imunossupressão do organismo. Em sua palestra, Giraldo explica quais são esses fatores, seus efeitos sobre o organismo e apresenta uma série de evidências científicas que comprovam a correlação desses agentes com a Aids.

Valor: R$ 15,00

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Livro Saber Cuidar Indicação de Leitura

Saber Cuidar: Ética do Humano, Compaixão pela Terra

Leonardo Boff (1999)
Editora Vozes - 200 páginas


Neste livro, Leonardo Boff discorre de forma simples e prazerosa sobre o Cuidado como essência humana. A partir de uma fábula antiga a respeito do Cuidado, ele aprofunda as suas várias dimensões na vida pessoal, social e planetária. Segundo Boff, a humanidade estaria cega à dimensão divina que a guiou desde tempos imemoriais. O autor vai da mitologia à cosmologia e física quântica atuais para ilustrar a necessidade e o surgimento de uma nova consciência alternativa ao realismo materialista: a filosofia holística. A perda de conexão com o Todo seria a falta de cuidado, falta da condição essencial humana.


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